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Ferrari, Porsche e Lamborghini, polícia federal faz apreensão na casa de Collor

Investigado pela Operação Lava Jato, o ex-presidente da República e senador Fernando Collor Mello (PTB-AL) teve pelo menos três carros de luxo, todos importados, apreendidos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (14), em Brasília. Os automóveis, uma Ferrari vermelha, umPorshe preto e uma Lamborghini prata, que somados passam de R$ 08 milhões, estavam na Casa Dinda, que Collor usou como residência oficial durante sua passagem pela presidência da República.

Os policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão / Reuters

 

A apreensão faz parte da Operação Politeia e refere-se aos inquéritos que correm no STF e envolvem suspeitos com foro privilegiado. Por isso não estão na Justiça Federal no Paraná, emCuritiba, onde fica o QG das investigações sobre os desvios na Petrobras.

Politeia é o nome dado pelo filósofo ateniense Platão (428/27 a.C.-348/47 a.C.) à ideia de uma cidade em que as virtudes éticas deveriam imperar sobre a corrupção, como citado em seu clássico “A República”.

Cerca de 250 policiais federais participam da ação, que cumpriu 53 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal (12), na Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

Defesa

O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) classificou como “invasiva e arbitrária” a operação da Polícia Federal. “A defesa do senador Fernando Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada nesta data em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos”, diz a nota publicada no Facebook de Collor.

O texto diz ainda que o senador já se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal, mas que, por duas vezes, o depoimento foi desmarcado na véspera. “Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas”, diz a nota.

Collor criticou ainda o que chamou de desrespeito às garantias individuais pelo “Estado policial”. “Se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado”, afirmou.

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