TOP TEST: Chery Celer 1.5 Flex com transmissão manual
30 de outubro de 2015
Jeep Renegade 2016 Longitude 1.8 flex Limited Edition, sai por R$ 91,9 mil
11 de novembro de 2015

TOP TEST: RENAULT FLUENCE GT LINE

Sem o motor turbo, o Renault Fluence GT Line volta a ser oferecido na linha 2016 do sedã médio da fabricante francesa. A exemplo da versão anterior, o novo modelo segue apenas com novidades estéticas e mudanças no acabamento interno, com preço sugerido de R$ 79.990.

Oferecendo um motor 2.0 flex, 140 cavalos com gasolina e 143 cavalos no etanol a 6.000 rpm, e 20,3 e 19,9 kgfm de torque, respectivamente a 3.750 rpm, associado ao câmbio automático CVT X-Tronic. O modelo vai de 0 a 100 km/h em 9,9 s com etanol e 10,1 s com gasolina, e alcança velocidade máxima de 195 km/h. O carro chegou em agosto às concessionárias com um visual bem atraente, desenvolvido pelo estúdio de design da Renault em São Paulo. Ele tem spoiler integrado ao para-choque dianteiro, faróis de neblina envoltos por moldura preta, saias laterais, spoiler incorporado à tampa do porta-malas, escapamento envolvido pelo extrator de ar, para-choque com saídas de ar nas extremidades e rodas aro 17 com cinco raios e desenho exclusivo.

Acabamento em preto brilhante com detalhe vermelho é lindo. Os bancos de couro têm custura em vermelho e a inscrição GT Line nos apoios de cabeça. Os pedais são de alumínio. O volante de couro, o descansa-braço central e o acabamento das portas também têm costuras vermelhas.

Renault Fluence GT Line 2016 (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem)

Embora a esportividade não se aplique à mecânica, o GT Line satisfaz em espaço e conforto. Além do ótimo acabamento, ele é extremamente silencioso, exceto quando o motorista pisa fundo no acelerador. O câmbio CVT, capaz de simular seis marchas, favorece a agilidade, mas faz o propulsor berrar alto. As suspensões do Fluence não são das melhores – o sedã pula bastante quando passa pelas irregularidades no solo, mas nada que incomode muito.

O sedã atende bem o motorista que busca espaço e conforto. É fácil fazer uma viagem longa com o modelo, já que os bancos parecem abraçar o condutor. O senão fica para a queda do teto, que continua a reduzir o espaço disponível para as cabeças dos passageiros traseiros. Quem tem mais de 1,80 metro se sentirá apertado. O porta-malas, por sua vez, é gigantesco e leva 530 litros.

Desempenho e consumo são razoáveis. Nos testes, o sedã levou 10,6 segundos para chegar a 100 km/h – 0,3 s a menos que o “primo” Nissan Sentra, como comparação. Com etanol, ele faz 7,8 km/l na cidade e 11 km/l na estrada.

Como toda a gama Fluence, a nova central multimídia R-Link com tela sensível ao toque de 7 polegadas não é nada interativa. No alto do painel, o sistema fica longe das mãos do condutor, que também pode acessar a tela através de um seletor –  que, da mesma forma, não é nada intuitivo. 

Por R$ 79.490, a lista de equipamentos do GT Line é farta, exceto por um item bem importante: controles de tração e estabilidade. De série, todos os modelos da linha Fluence trazem ar-condicionado digital dual zone, direção elétrica, trio elétrico (vidros um-toque para todos), volante ajustável em altura e profundidade, controle de cruzeiro e sistema de som CD/MP3 com comandos satélite.

Renault Fluence GT Line 2016 (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem)
 

Não. O rival Honda Civic 2.0 LXR sai mais barato (R$ 78.400) e traz itens de série importantes como controle de tração e estabilidade e assistente de partida em rampa. Apesar de não ter o teto-solar de série e de o câmbio não ser um CVT (ainda), o Honda é mais negócio do que a versão do Fluence avaliada nesta matéria. Outro rival que vale mais a pena do que o Fluence GT Line é o Nissan Sentra SV, que custa R$ 75.990. Com câmbio CVT, o modelo tem motor 2.0 16V de 140 cv de potência a 3.100 giros e 20 kgfm a 4.800 rpm.

Ficha Técnica

Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, comando duplo, flex
Cilindrada: 1.997 cm³
Potência: 140/143 cv a 6.000 rpm
Torque: 19,9/20,3 kgfm a 3.750 rpm
Transmissão: Automático do tipo CVT, tração dianteira
Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás
Pneus: 205/55 R17
Dimensões: Comprimento 4,620 m; Largura 1,810 m; Altura 1,470 m e entre-eixos 2,700 m
Capacidades: Tanque 60 l; Porta-malas 530 l (aferidos por Autoesporte)
Peso: 1.372 kg

Números de teste

Aceleração 0-100 km/h: 10,6 segundos
Velocidade a 1.000 m: 163,2 km/h
Consumo: 7,8 km/ (cidade) e 11 km/l (estrada)
Média: 9,4 km/l

 
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *