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VW poderá ter usado mais do que um software manipulador

A Volkswagen poderá ter utilizado várias versões do software manipulador de emissões de NOx. De acordo com fontes citadas pela Reuters, o grupo germânico terá recorrido a essa solução técnica nos motores a gasóleo 1.2, 1.6 e 2.0 TDI durante sete anos consecutivos, tendo aprimorado o software ao longo desse período.

O primeiro motor no qual o dispositivo foi instalado foi o EA189 Diesel, tendo-se seguido os novos EA188 nas versões 1.6 e 2.0. As referidas fontes dizem que a VW utilizou mais do que um tipo de solução técnica, dando a entender que a complexidade envolvida na criação da mesma é mais complexa do que inicialmente foi referido. Isto significa que foram mais do que apenas alguns engenheiros envolvidos nesta manobra ilegal. O Credit Suisse diz que o “Dieselgate” poderá custar entre 23 e 78 mil milhões de euros à Volkswagen.

Entretanto, no final da semana passada, o ministro da Economia terá confirmado formalmente que o grupo VW não prevê cortes no investimento previsto na fábrica da Autoeuropa. Ouvido pelo Expresso, Pires de Lima diz que terá ouvido da administração da Volkswagen que os investimentos previstos e contratualizados com a fábrica de Palmela são para manter. A fábrica previa produzir até ao final deste ano protótipos de um novo modelo feito com base na plataforma modular MQB, sendo que a produção do novo modelo está agendada para 2016. Além disso, serão concluídas as obras para a criação de novas infraestruturas. O investimento total está orçamentado em 677 milhões de euros.

Caso seja produzido um novo modelo na Autoeuropa, estima-se que em 2018 a fábrica de Palmela conseguirá fabricar mais de 200 mil veículos por ano, operando com três turnos. Para cumprir esses objetivos seriam necessários mais 500 trabalhadores além dos cerca de 3500 que atualmente exercem funções na fábrica.

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